PAIS E FILHOS

Enfim sobrou um tempinho e terminei de ler Pai e Filho, de Tony Parsons. Já havia lido o seu DISPAROS do Front da Cultura Pop, no qual ele trata de, er, cultura pop. Quem gosta um pouco de cultua pop inglesa já leu algo dele em livro, na New Musical Express ou no Daily Mirror.
Em Pai e Filho, ele trata da sua relação com seu pai e com seu próprio filho, tema que me acompanha e me incomoda, mais ou menos, desde de dezembro de 1973, época em que a maioria dos meus leitores era um sonho de um espermatozóide encontrar um óvulo. Separação, saudade, decepção e mais alguns dramas estão lá. Não tanto quanto em Febre de Bola, de que tem como tema o futebol e nem é ficcional.
O que mais me incomoda ao ler os dois livros é que os dois pais de Pai e Filho e o pai do Nick Hornby já me fariam um pouco mais feliz, já que uma das maiores frustrações da minha vida é meu pai nunca ter me levado ao Serra Dourada. Já falei disso antes e que minha mãe pediu pro Dudu Coxinha me levar ao estádio. Que mico! Além do mais, esta história é longa e conto depois.
Outro livro que também trata de relação entre pai e filho, mas não como tema principal, é o inédito Pizza Fria, do Randall Neto, livro que tive o imenso prazer de ler antes de sua publicação, como também já falei aqui.
Dos três (livros), o Febre de Bola é o que mais me toca, logicamente pela questão do futebol, que é um dos nortes de minha vidinha simples. Pai e Filho foi uma leitura agradável, também cita futebol (o West Ham), mas tem um final cinematográfico demais pro meu gosto. Já o Pizza Fria é o mais perturbador, mas nem posso falar nada antes que seja publica.
Decidi guardar os livros dos três autores juntinhos na estante.
Anexo de Pai e Filho para um leitor anônimo:
E eu sabia que Eamon estava errado. Se você está sempre na fissura, sempre carente, nunca satisfeito e feliz com o que tem, acaba ainda mais perdido e sozinho do que quando é um pobre idiota como eu, que acredita que todas as velhas canções foram escritas para uma única garota.
P.S: quando fui procurar no Google uma foto da capa do livro, achei um post do Randall, no qual ele fala do pai dele contando como foi a estréia de Guerra nas Estrelas, filme preferido do filho do filho no livro do Tony Parsons. Era 1977...
Escrito por Riccardo Joss às 16:35:26
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