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Um Tiro no Escuro
 


O jogo de ontem entre Turquia e Croácia foi um daqueles que serve de argumento para dizer que o futebol é muito mias importante que uma questão de vida e morte. Quem não viu perdeu. Até minha mãe se emocionou.

A minha paixão da semana é a modelo sorocabana Samira Carvalho. Saudades do Vascão.

O show da Bossa Nova, que fui com minha mãe e com a Kalincka, só provou que aqueles foram tempos de muita bebida e diversão. João Donato estava chapadão e muito engraçado. O Miele continua meio sem graça, mas sempre ri das merdas que ele fala. Se fui pra ver a Fernanda Takai, acabei só me lembrando de que o Toquinho é um gênio do violão. Foi uma noite bem divertida.

Agradeço ao Rody e ao Cacá a correção da palavra “caraminguados”. Aprendi essa palavra com um chefe maranhense que tive. Por coincidência, encontrei-me com uma maranhense na semana que s encerra, e ela também achava que o correto era “caramingudos”, daí o erro imperdoável. Para quem não leu os commnets, o correto é CARAMINGUÁS.

Já que o assunto é gramática, vou dar uma dica. Oxítonas terminadas em I não acentuadas. Ex: ali, aqui, abri-los etc.

Brian Eno deixou o Coldplay com mais cara de U2 do que poderia. O disco novo, que tem um título ridículo, tem umas três músicas legais, mas o resto é muito chato. Fujam, antes que seja tarde.

 



Escrito por Riccardo Joss às 10:42:27
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FIM DOS TEMPOS

M. Night Shyamalan decidiu mesmo honrar suas origens e aderiu ao cinema bollywoodiano. Nunca gostei dos filmes do cara, mas o Cacá e o Sérgio Rizzo me convenceram que o cara tem algumas qualidades. Fiquei, então, até animado para ver The Happenig. Filme B. E o diretor diz que fez mesmo um filme B. Ah, tá. Vou fazer um filme pretensioso e quando vir que ficou uma merda, vou para os jornais que foi intencional. ACONTECIMENTO, em inglês, tem mesmo essa conotação de algo sem muita explicação, mas plantinhas soltando veneninho? É de doer, assim como foi o adorado Sexto Sentido, um dos piores filmes que vi em minha vida. Com 20 minutos (tenho testemunhas), eu já sacara o “segredo”. Para não enriquecer ainda mais o indiano, alerto meus queridos (nem todos) leitores, economizem seus caraminguados. O filme é sobre plantinhas revoltadas que fazem com o povo de NYC e Paris (no final) se matem. Usar alguém na TV e no rádio para explicar o filme também é um recurso de uma pobreza etíope. Eu tive vontade de me matar vendo o filme, e não tinha nem uma samambaia na sala de exibição.



Escrito por Riccardo Joss às 12:42:11
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E TEM GENTE QUE NÃO GOSTA...

Sábado passado, o Tariq foi pela primeira vez ao Serra Dourada. Eu fiquei muito feliz, mas com um pouco de inveja. Minha primeira vez  em um estádio foi em 1978, naquele famoso (para os torcedores goianos) Vila Nova 1 x 0 Itumbiara de um torneio seletivo (existia isso) para o Campeonato Brasileiro. Só fui porque uns primos de São Paulo estavam de férias em Goiânia e um tio que ia ao Serra todo domingo levou-os. Ele me levou meio forçado, porque nunca mais repetiu a experiência. O jogo foi aquele que o juiz (agradeço se alguém  souber quem era) que inverteu uma falta  e que  da cobrança desta resultou o gol que levou o time da periferia a mais um desastre nacional.

Eram férias e meu pai preferiu me levar pra ver King Kong. O cara gostava de futebol, era vascaíno, mas não ia ao estádio, preferia o radinho. Vou morrer com a dúvida se ele ia ao Maracanã quando era jovem. O pai do Tariq, daí minha inveja, leva o moleque aonde ele quer ir, ao cinema, ao futebol e até à Pecuária (aqui é um espaço pra exposições agropecuárias).

Rui, meu pai, então, teve importância na paixão pelo futebol e pelo Flamengo dos anos 70-80, já que ele era Vasco e eu levo a sério o Complexo de Édipo. O Tariq se dá bem com meu cunhado e seu pai, logo será flamenguista, mas sábado ele se identificou com um Goiás que segue firme ao rebaixamento. Logo que chegou às arquibancadas, perguntou:

--Quando vou poder comprar uma bandeira?

Abri minha carteira sem titubear, não pensando muito em convencê-lo a torcer pelo Atlético, já que dificilmente ele vai a Campinas (o bairro) em sua vida. Foi uma grana bem gasta, já que vi uma das cenas que me faz gostar tanto de futebol. Ele tremulava a bandeira verde e gritava, sem entender o momento trágico da história do time esmeraldino:

--Vai, Goiás!

--Vítor burro!

Pequiman, que estava conosco, lembrou que é com sofrimento que as grandes paixões são formadas. Assim seja.

Mesmo tendo consciência de tudo que é ruim que há no mundo do ludopédio bretão, sempre apoiarei as maluquices que o Tariq quiser fazer em relação ao futebol, menos – é claro – participar de torcida organizada e/ou torcer pro SPFC.

Minha inveja só aumentou, pois sei que ele tem um pai, um tio e o Pequiman para acompanhá-lo aos campos sempre que ele quiser ou precisar. Sim, às vezes, precisamos ir a um jogo de futebol.



Escrito por Riccardo Joss às 11:02:05
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